quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Fado e o vinho

Identidades e Patrimónios Culturais
Introdução
Serão abordados dois patrimónios comuns da humanidade Nacionais, o Fado como património imaterial e As vinhas do Douro como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural um histórico e o outro natural.
Património Comum da Humanidade
O Fado
O Fado é um estilo musical português. Geralmente é cantado por uma só pessoa (fadista) e acompanhado por guitarra clássica (nos meios fadistas denominada viola) e guitarra portuguesa. No dia 27 de Novembro de 2011, a UNESCO declarou o Fado Património Imaterial da Humanidade. A candidatura apresentada pela delegação portuguesa foi aceite, em Bali, durante o VI Comité Intergovernamental desta Organização da ONU.


     Amália, Arte de Rua em Lisboa.


Significado histórico
Nascido em Lisboa o Fado tornou-se rapidamente numa canção nacional que é hoje conhecido mundialmente pode ser (e é muitas vezes) acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra, mas não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa, embalado nas correntes do romantismo, uma melopeia que tanto exprimia a tristeza unânime de um povo e a desilusão deste para com o ambiente instável em que vivia, como abria faróis de esperança sobre o quotidiano das gentes mais desfavorecidas e, mais tarde, penetrava ainda nos salões da aristocracia, tornando-se rapidamente uma expressão musical nacional.

A Câmara Municipal de Lisboa apresentou em Junho de 2010 a Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), programa que se consubstancia na implementação de um plano de salvaguarda integrada do património do Fado. O envolvimento da Sociedade Civil através de uma rede de cooperação institucional que, num plano integrado, reúne instituições académicas, museológicas, arquivísticas, associações e coletividades de recreio, entre outras entidades públicas e privadas, que são detentoras de acervos relevantes para o estudo do tema e/ou representativas dos interesses da comunidade do Fado. A classificação do Douro como Património Mundial vai implicar uma série de alterações na região duriense, já que o projeto da candidatura define um conjunto de medidas de ordenamento e gestão do território e de qualificação e valorização ambiental. O Ministério da Agricultura determinou o fim da transferência de direitos de replantação para a Região Demarcada do Douro, uma medida de proteção à qualidade dos vinhos do Porto e Douro, reclamada pelos viticultores.
O Fado como património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é permanentemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interação com a natureza e a sua história, proporcionando-lhes um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo assim para promover o respeito pela diversidade cultural e a criatividade humana. Os antigos viticultores do Douro construíram os muros, armaram a encosta em socalcos, plantaram a vinha seguindo as curvas de nível, colonizaram o solo com elevadas densidades e fizeram obras de arte na condução das águas. O Ministério liderado por Assunção Cristas anunciou, em comunicado, que esta proibição da transferência de direitos de replantação «contribui de forma decisiva para o processo de estabilização e incentivo à preservação das vinhas do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade e como reforço da coesão social tão importante para este território». Hoje temos, todos os intervenientes na paisagem, e essencialmente os viticultores, a responsabilidade de preservar e valorizar este bem legado, de modo a que as inovações tecnológicas a introduzir, necessárias à cultura de uma forma económica, o sejam de forma adequada ao meio ambiente, cultural e socioeconómico da região.
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A Região Vinhateira do Alto Douro Vinhateiro é uma área do nordeste de Portugal com mais de 26 mil hectares, classificada pela UNESCO, em 14 de Dezembro de 2001, como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural e rodeada de montanhas que lhe dão características mesológicas e climáticas particulares.
 Esta região, que é banhada pelo Rio Douro e faz parte do chamado Douro Vinhateiro, produz vinho há mais de 2000 anos, entre os quais, o mundialmente célebre vinho do Porto.
Significado histórico
Suas origens remontam à segunda metade do século XVII, altura em que o Vinho do Porto começa a ser produzido e exportado em quantidade, especialmente para a Inglaterra. O Alto Douro é “um exemplo de paisagem que ilustra diferentes etapas da história humana e representa uma paisagem cultural evolutiva viva”. O que justifica o facto de esta região vir agora integrar um grupo restrito de locais que detêm o epíteto de Paisagem Cultural, uma designação criada em 1992 pela UNESCO para as paisagens que combinam o trabalho humano com os valores culturais, constituindo assim um valor universal reconhecido. O Estado Português tem assim o compromisso formal de a preservar e valorizar, devendo prestar à UNESCO informações relativas à implementação de um Plano de Gestão.

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