O trabalho associativo é o
resultado de várias interações que se estabelecem entre contextos muito
específicos, com estruturas, estratégias de fenómenos socioculturais,
formativos, de animação, de cooperativismo, de educação informal e popular.
Devido à sua riqueza de funcionamento e de interações, torna-se importante o
seu estudo.
Se tivermos em conta a dispersão
e isolamento em que ainda se encontram grande parte das aldeias portuguesas,
onde como local de convívio apenas lhes resta o café, com o seu jornal diário
que liga as populações à informação, uma escola com pouca frequência (que com o
atual Governo estão a encerrar), ou a Associação que na maior parte dos casos
se debate com problemas económicos e depende exclusivamente das boas vontades,
temos que fazer ressaltar os benefícios que ainda estas pequenas aldeias
preservam: as relações interpessoais, a fácil intercomunicação, o equilíbrio
ecológico, a beleza natural, a agricultura tradicional, o trabalho comunitário.
A
Cáritas Diocesana do Funchal é um serviço e organismo
oficial da Diocese do Funchal, na área da ação sócio caritativa e, como tal,
tem por objetivo a promoção e exercício da ação social.
Goza de personalidade jurídica no foro
eclesiástico e também no foro civil, sendo uma Instituição Particular de
Solidariedade Social - Instituição de Utilidade Pública. Esta Instituição tem
por missão exercer a caridade cristã, não de forma individual mas de forma
organizada, apoiando aqueles que mais precisam - os "pequeninos" do
Reino de Deus.
Decorre
nos Pingos Doce da Madeira e Porto Santo mais uma Campanha de Recolha de
Alimentos com o lema "Um pequeno gesto por uma grande causa”. Nas
circunstâncias de grave crise económica que vivemos esta campanha reveste-se de
especial importância pois o seu resultado irá garantir a sobrevivência de
muitas famílias.
O desinteresse, principalmente dos mais
jovens, pelo associativismo, a falta de recursos humanos e financeiros para
desenvolver um trabalho efetivo na maioria das associações, a dispersão
associativa e, sobretudo, de uma plataforma que permita um relacionamento com
entidades oficiais, tanto portuguesas como alemãs, e uma articulação dos
interesses das várias coletividades.
O encerramento das poucas
instituições existentes, a perca de identidade, o desemprego, a descrença, a
baixa autoestima das pequenas comunidades.
Estes problemas, para além de serem fruto de
um conflito de gerações, refletem uma constante falta de atenção das instituições
portuguesas, que continuam a ignorar o potencial do movimento associativo.
Sabemos que este movimento de desânimo deve ser combatido com o
envolvimento e a participação dos interessados de cada comunidade rural, a
partir da construção de uma visão positiva sobre as suas potencialidades e
sobre as suas perspectivas de futuro que dê fundamento a tomadas de iniciativa
tão relevantes como o associativismo.
Se o papel educativo tem um indispensável contributo para o tão
referido processo de desenvolvimento, não menos importante é o papel
associativo que se apresenta como um polo crucial de afirmação e produção de
importante trabalho social, cultural, formativo e cívico, para tal é preciso
fazer opções e mobilizar, diferentes recursos internos e externos à comunidade
estabelecendo ações de cooperação regulares que mantenham uma Associação como
um Pólo de dinamização sociocultural e formativo.
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