quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Haverá sempre uma causa




O trabalho associativo é o resultado de várias interações que se estabelecem entre contextos muito específicos, com estruturas, estratégias de fenómenos socioculturais, formativos, de animação, de cooperativismo, de educação informal e popular. Devido à sua riqueza de funcionamento e de interações, torna-se importante o seu estudo.

Se tivermos em conta a dispersão e isolamento em que ainda se encontram grande parte das aldeias portuguesas, onde como local de convívio apenas lhes resta o café, com o seu jornal diário que liga as populações à informação, uma escola com pouca frequência (que com o atual Governo estão a encerrar), ou a Associação que na maior parte dos casos se debate com problemas económicos e depende exclusivamente das boas vontades, temos que fazer ressaltar os benefícios que ainda estas pequenas aldeias preservam: as relações interpessoais, a fácil intercomunicação, o equilíbrio ecológico, a beleza natural, a agricultura tradicional, o trabalho comunitário.










          A Cáritas Diocesana do Funchal é um serviço e organismo oficial da Diocese do Funchal, na área da ação sócio caritativa e, como tal, tem por objetivo a promoção e exercício da ação social.




Goza de personalidade jurídica no foro eclesiástico e também no foro civil, sendo uma Instituição Particular de Solidariedade Social - Instituição de Utilidade Pública. Esta Instituição tem por missão exercer a caridade cristã, não de forma individual mas de forma organizada, apoiando aqueles que mais precisam - os "pequeninos" do Reino de Deus.
Decorre nos Pingos Doce da Madeira e Porto Santo mais uma Campanha de Recolha de Alimentos com o lema "Um pequeno gesto por uma grande causa”. Nas circunstâncias de grave crise económica que vivemos esta campanha reveste-se de especial importância pois o seu resultado irá garantir a sobrevivência de muitas famílias.



O desinteresse, principalmente dos mais jovens, pelo associativismo, a falta de recursos humanos e financeiros para desenvolver um trabalho efetivo na maioria das associações, a dispersão associativa e, sobretudo, de uma plataforma que permita um relacionamento com entidades oficiais, tanto portuguesas como alemãs, e uma articulação dos interesses das várias coletividades.

O encerramento das poucas instituições existentes, a perca de identidade, o desemprego, a descrença, a baixa autoestima das pequenas comunidades.
Estes problemas, para além de serem fruto de um conflito de gerações, refletem uma constante falta de atenção das instituições portuguesas, que continuam a ignorar o potencial do movimento associativo.





Sabemos que este movimento de desânimo deve ser combatido com o envolvimento e a participação dos interessados de cada comunidade rural, a partir da construção de uma visão positiva sobre as suas potencialidades e sobre as suas perspectivas de futuro que dê fundamento a tomadas de iniciativa tão relevantes como o associativismo.






Se o papel educativo tem um indispensável contributo para o tão referido processo de desenvolvimento, não menos importante é o papel associativo que se apresenta como um polo crucial de afirmação e produção de importante trabalho social, cultural, formativo e cívico, para tal é preciso fazer opções e mobilizar, diferentes recursos internos e externos à comunidade estabelecendo ações de cooperação regulares que mantenham uma Associação como um Pólo de dinamização sociocultural e formativo.












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